A fotografia kirlian ou a “Kirliangrafia”, é um método de fotografia tão invulgar que pode mesmo ser apelidado de demente. Não obstante, é inegável que os resultados obtidos são qualquer coisa do outro mundo…
O termo mais moderno para esta técnica invulgar é bioletrografia, que na realidade é um método descoberto por um padre no princípio do século XX. Trata-se basicamente de fotografar um objecto com uma chapa fotográfica submetida a campos eléctricos de alta voltagem mas com uma intensidade de corrente baixa. Por outras palavras é fotografar com muita electricidade à mistura…
O mais interessante neste método são as fotografias extraordinárias que se consegue tirar – quer a objectos orgânicos ou inorgânicos – com cores e efeitos de luz que eu pessoalmente nunca tinha visto numa fotografia sem que ela fosse editada em computador…
Nos últimos tempos um artista tem sido reconhecido pelo seu trabalho que se baseia precisamente na fotografia kirlian. Robert Buelteman aventurou-se neste mundo invulgar da bioletrografia e é com enorme perícia que tira fotografias a flores, folhas ramos e muito mais. O seu objectivo é não só captar a sua beleza, mas também oferecer-nos uma perspectiva totalmente diferente daquela que estamos habituados…
O trabalho de Buelteman é tão estranho e surpreendente que não existem muitas palavras para o descrever. Aqui ficam algumas imagens:
Dementia é: fotografar com electricidade à mistura….


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